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sexta-feira, 23 de março de 2012

VI Seminário Nacional de Execução de Política Fiscal e Aduaneira e V Anivesário da AT VI Seminário Nacional de Execução de Política Fiscal e Aduaneira e V Anivesário da AT


A Autoridade Tributária de Moçambique – AT realizou no dia  16 de Março de 2012,  na Cidade de Maputo, nas instalações da Universidade Eduardo Mondlane (UEM),  o VI Seminário Nacional sobre a Execução da Política Fiscal e Aduaneira, sob o lema “Com modernidade, profissionalismo, produtividade e competitividade, todos juntos fazemos Moçambique”.

Trata-se de um encontro que se realiza uma vez por ano, no qual entre vários temas, efectua-se o Balanço da Execução da Política Fiscal e Aduaneira.

Participaram do seminário membros do Conselho Consultivo do Ministro das Finanças, membros do Conselho Directivo da AT, representantes da CTA, das associações do sector informal, parceiros de cooperacção internacional, Peritos de Reconhecido Mérito junto do Conselho de Fiscalidade de AT, representantes dos Memorandos de Entendimento e outras individualidades.

Para este ano, o Seminário Nacional foi organizado em paralelo com as celebrações oficiais do  V aniversário da instituição, onde marcaram presença diversas individualidades com destaque para Primeiro-Ministro do Governo da República de Moçambique, Dr. Aíres Bonifácio  Aly.

Para além do momento de confraternização  entre funcionários e outros colaboradores da AT, na celebração do V aniversário, foram assinados memorandos de entendimento com Confissões Religiosas, lançado o Boletim Estatatístico Tributário (BET), a Colectânea de Palestras, bem como a premiação dos 5 melhores contribuintes e 5 melhores colectores, durante os cinco anos de Execução Fiscal e Aduaneira .

Foram igualmente atribuidas Menções Honrosas aos palestrantes que proferiram Palestras na AT, a todos os signatários dos Memorandos  de Entendimento, aos Municípios que se distingiram na implementação da fase piloto da administração dos impostos transferidos e a premiação dos 05 melhores funcionários por região, não abrangendo cargos da chefia.

Para o conhecimento de todos os funcionários, o GCIm, transcreve da integra o Comunicado Final do Seminário, bem como imagens ilustrativas do V aniversário.



COMUNICADO FINAL
DO VI SEMINÁRIO NACIONAL SOBRE A EXECUÇÃO DA POLÍTICA FISCAL E ADUANEIRA

No dia  16 de Março de 2012,  na Cidade de Maputo no Anfiteatro da  Universidade Eduardo Mondlane, sito no Campus Universitário, realizou-se  o VI Seminário sobre a Execução da Política Fiscal e Aduaneira da Autoridade Tributária de Moçambique (AT), sob o lema “Com modernidade, profissionalismo, produtividade e competitividade, todos juntos fazemos Moçambique”.

A sessão de abertura contou com a presença de 130 participantes e foi presidida por S.Excia. o Ministro das Finanças, Manuel Chang tendo o presídio contado ainda com a presença do Exmo. Senhor Presidente da AT e do Exmo. Senhor Secretário Permanente do Governo da Cidade de Maputo, em representação de S.Excia a Governadora da Cidade de Maputo.

Participaram igualmente na sessão de abertura, membros do Conselho Consultivo do Ministro das Finanças, membros do Conselho Directivo da AT, representantes da CTA, representantes das associações do sector informal, parceiros de cooperação internacional, Peritos de Reconhecido Mérito junto do Conselho de Fiscalidade, representantes dos Memorandos de Entendimento com a Autoridade Tributária de Moçambique, bem como outras individualidades convidadas.

Os trabalhos decorreram sob a orientação do Exmo. Senhor Presidente da AT e neles participaram Directores Gerais e Directores Gerais Adjuntos, Delegados Provinciais da AT, entre outros quadros e funcionários da AT, bem como convidados em representação dos Ministérios das Finanças, da Indústria e Comércio, da Planificação e Desenvolvimento, representante da CTA e representantes das associações do sector informal.

O VI Seminário Nacional Sobre a Execução da Política Fiscal e Aduaneira teve como principais pontos de agenda os seguintes:

  • Apresentação e debate do Relatório das Actividades da AT e Execução do Orçamento da Despesa da instituição em 2011 e perspectivas de acções para 2012;
  • Apreciação do Plano de Actividades da AT e Orçamento da despesa da instituição para 2012;
  • Apresentação e debate do relatório do Balanço da Execução da Política Fiscal e Aduaneira em 2011;
  • Ponto de Situação do Processo de de Modernização Tecnológica, quanto a implementação dos projectos de e-Tributação e da Janela Única Electrónica;
  • Actividades desenvolvidas na área da Reforma Legislativa e perspectivas para 2012; e
  • Informação sobre o ponto de situação da Campanha de Educação  Fiscal e de Popularização do Imposto e Cadastração Fiscal em 2011.
Para além destes temas, no decurso dos trabalhos, foram apresentadas duas palestras, sendo uma relativa a Bancarização da Economia e Bancarização do Imposto e desafios inerentes à estas acções, e outra relativa às Transacções de Acções na Bolsa de Valores e relação com a Fiscalidade

Na apresentação dos temas, realçou-se o sobrecumprimento das metas de receita do Estado, que se situou em 81,1 Mil Milhões de MT, excedendo a meta orçamental em 2,48% bem como da cadastração dos contribuintes, que se situou  em 327.602 NUIT’s atribuídos, contra os 301.633 planificados, representando 108,6% da meta estabelecida.

Destacou-se ainda o alcance de um nível de Rácio Fiscal na ordem de 21,83% do PIB, contra os 20,8% fixados pelo orçamento rectificativo.

No decurso da sessão foram notados progressos significativos no âmbito da modernização tecnológica, nomeadamente na implementacao do Projecto da Janela Única Electrónica para as operações do comércio externo, que conheceu o seu piloto no Porto de Maputo no mês de Março de 2011, e do Projecto  e- Tributação, cujo Modelo de Negócios do NUIT já foi concluído, encontrando-se na fase de desenvolvimento e parametrização a nível do Centro de Desenvolvimento de Sistemas de Informação Financeira do Estado (CEDSIF).

A sessão de encerramento foi presidida pelo Exmo. Sr. Presidente da AT, tendo nela sido encorajada todos os quadros da instituição a empenharem-se na implementaçãoo do Plano de actividades para 2012 e a realizarem uma reforma da legislação fiscal e aduaneira profunda, tendo em vista fazer com que todos contribuintes melhor compreendam o sistema tributário e dessa adiram voluntariamente ao cumprimento das obrigações fiscais.  

Todos juntos fazemos Moçambique.

BOLETM TRIBUTÁRIO, nova cara e nova designação do Boletim Informativo da AT

O boletim informativo da Autoridade Tributária de Moçambique tem nova cara e nova designação, ou seja, agora chama-se Boletim Tributário.

Inovar...
inovar sempre!

Caro leitor, 

A publicação que apresentamos não é nova mas sim renovada. Não é nova porque  se trata de uma renovação daquilo que vinhamos fazendo até a edição 61 (de Dezembro) de 2011, mas continuamos a ser boletim informativo. As inovações são estas: substituímos o termo informativo pelo “Tributário” por – assim entendemos – melhor responder às actividades que a instituição realiza dia-a-dia e que são o objecto das nossas pesquisas, bem como o alinhamento terminológico com a “Revista Tributária”.

No entanto, esta renovação na continuidade está embutida de certas mudanças que, não obstante leves, acreditamos que juntamos o útil ao agradável: reduzir o volume (que atingia 50 páginas) para apenas 12 (mas esta sai com 8) nas quais os contéudos temática e criteriosamente seleccionados e pré-definidos  se estendem em formato e papel  mais modernos. A partir desta edição, para além dos grandes acontecimentos ocorridos em Janeiro, trazemos análises de cariz científico sobre a fiscalidade, como forma de estimular o diálogo com académicos quer em iniciação quer mesmo com créditos já firmados. Introduzimos igualmente elementos da fiscalidade internacional, quanto a nós, úteis, já que a globalização traduz-se na intensificação de acontecimentos locais com efeitos prováveis a escala global. Finalmente, fazemos também uma retrospectiva do que se escreve sobre nós na imprensa. 

Novo ano, nova cara, novos desafios. Leia, contribua e divulgue aos quatro ventos.

Todos juntos fazemos Moçambique!



        
   Boletim Tributário, Edição 62            Boletim Tributário, Edição Especial

(Clique na imagem para fazer download)


terça-feira, 20 de março de 2012

Alfândegas já arrecadaram 103 milhões Mt através da JUE


234 Despachos electrónicos foram feitos em Janeiro e Fevereiro, através da Janela Única Electrónica (JUE).
As Alfândegas de Moçambique arrecadaram, no Terminal Internacional Marítimo (TIMAR), no porto de Maputo, cerca de 103 milhões de meticais. O valor é resultante da submissão de 234 despachos electrónicos, nos meses de Janeiro e Fevereiro, através da Janela Única Electrónica (JUE).
Os 103 milhões de meticais correspondem a 13.36% da receita colectada no TIMAR, onde decorre a fase piloto do sistema de desembaraço célere de mercadorias, segundo revelou Romano Manhique, chefe da equipa de implementação da JUE.
“O sistema da Janela Única Electrónica no TIMAR está pronto para entrar na fase de utilização obrigatória. Agora, estamos a avançar para a região centro do país, onde decorre o processo de instalação de equipamentos no porto da Beira”, avançou Manhique, que falava no VI seminário nacional sobre a Execução da Política Fiscal e Aduaneira.

Fonte: http://opais.sapo.mz/TERÇA, 20 MARÇO 2012 00:00 REDACÇÃO

Autoridade Tributária tenciona investir 28 milhões de dólares em modernização tecnológica


Para facilitar cobranças de impostos
Autoridade Tributária tenciona investir 28 milhões de dólares em modernização tecnológica

Maputo (Canalmoz) – Autoridade Tributária de Moçambique decidiu apostar na reforma de modernização tecnológica visando maior simplificação e adequação do sistema tributário vigente. Para tal, ainda este ano será investido mais de 28 milhões de dólares americanos, valor destinado a ensaios de Nova Equipa de Gestão Operacional de Projecto de NUIT, IVA; ISPC, entre outros. Este investimento visa, sobretudo, propor garantias de alinhamento de sistema tributário nacional com modernas práticas de comunicação electrónica inteligente, entre administração fiscal e toda grelha de contribuintes.
A informação foi revelada na sexta-feira última por Rosário Fernandes, presidente da Autoridade Tributária, falando no âmbito da realização da V Seminário de Execução Fiscal e Aduaneira, evento este que coincide com a comemoração dos cinco (5) anos da criação da Autoridade Tributária.
Fernandes acredita que a reforma na modernização tecnologia a que Autoridade Tributaria (AT) está a apostar, irá melhorar, ainda mais, o sistema tributário nacional. Fernandes acrescentou que a modernização tecnologia permitirá a Autoridade Tributária contribuir com maior índice de receitas para o orçamento do Estado estimado em cerca de 95 mil milhões de meticais para o presente ano. Fernandes acredita que essa meta será cumprida, sendo o sinal indicativo disso o facto de no mês de Janeiro ter sido cumprida a meta operacional (a de Janeiro) em mais de 100%.
Uma outra aposta da Autoridade Tributária é aumentar a base tributária através de atracção de mais contribuintes, usando campanhas de popularização de impostos.

O país já dispõe de 15 máquinas de emissão de cartões NUIT

O país já dispõe de 15 máquinas de produção de cartões de NUIT contra três (3) que dispunha antes, sendo que as mesmas serão distribuídas por todas províncias. Para Rosário Fernandes, a aquisição destes instrumentos surge na perspectiva de tornar possível e eficaz o sistema tributário do país através de modernização tecnológica. Refira-se que muitos contribuintes ainda não dispõem do cartões de NUIT, tendo apenas o número de NUIT impresso nas folhas A4. Entretanto, Fernandes garantiu que o processo de emissão de cartões irá priorizar os funcionários públicos de modo que haja eficácia no processo de tributação dos seus impostos.
Por seu turno, Manuel Chang, ministro das Finanças, disse no evento que é altura de o país dinamizar a reforma tributária através de uso de tecnologias. O ministro defende que o fortalecimento da capacidade da administração fiscal baseado num melhor sistema de cobrança de impostos usando tecnologias constitui um factor imprescindível para garantir um crescimento acelerado da economia do país. Chang considera que a política fiscal aduaneira do Governo tem estado a melhorar, tendo apontado o facto de a participação de receitas em 2011 ter atingido 63,4% no financiamento da despesa do orçamento do Estado. No entanto, para Chang esse índice de fiscalidade atingido o ano passado é encorajador e levanta expectativas de que no presente ano cresça (índice) ainda mais com a introdução de reformas tecnologias no sistema tributário do país.

AT reembolsa cerca de 6 mil milhões de meticais por ano

Autoridade Tributária recebe pedidos de reembolso solicitados pelos contribuintes somas que ascendem a seis (6) mil milhões de meticais, sendo que mais de 95% de IVA. Em contra partida a dívida pública devida ao Estado ascende a cerca de 5 mil milhões de meticais. (António Frades)

Fonte: http://www.canalmoz.co.mzTERÇA, 20 MARÇO 2012 11:36 / Edição de 19 de Março de 2012

Para os produtores familiares: Falta de comprovativos dificulta isenção de IVA

 A ausência de comprovativos de transacções comerciais, dado que a maior parte dos produtores familiares não está registada no sistema fiscal, tem dificultado que os operadores se beneficiem da isenção do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) no sector da agricultura.

Essa constatação é um dos resultados preliminares de um estudo promovido pela CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, sobre a problemática do IVA no sector da agricultura, ontem apresentado no Maputo.

O referido estudo foi realizado no contexto das recentes alterações legislativas e ainda dos desafios da competitividade enfrentados pelo sector privado.

Intitulado “IVA no Sector da Agricultura”, o estudo financiado pela USAID/SPEED conclui ainda, entre outros aspectos, que no geral, entretanto, “os operadores económicos são unânimes, quanto à existência efectiva de isenção do IVA nos produtos agrícolas na primeira transacção, tal como está estipulado na lei.

Intervindo na ocasião, o presidente da CTA, Rogério Manuel, disse que o estudo foi encomendado com o objectivo de “rever e entender o regime do IVA para os produtos agrícolas, avaliar as grandes mudanças que vão ocorrer no regime fiscal agrícola e as suas consequências, avaliar o impacto da isenção do IVA na importação do milho e soja, entre outros aspectos”.

“Sendo a CTA uma organização aglutinadora de diversos tipos de empresas, importa perceber as diferenças e implicações da forma como a isenção do IVA na agricultura funciona na prática para as micro, pequenas, médias e grandes empresas”, frisou Rogério Manuel.

Por seu turno, o presidente da Autoridade Tributária de Moçambique, Rosário Fernandes, indicou que “o sector da agricultura, através das unidades tuteladas pelo Ministério da Agricultura, superou a contribuição dos megaprojectos, em 2011, com 25,4 porcento das receitas anuais globais (IVA e outras contribuições, incluindo IRPS e IRPC), equivalendo a mais de 750 milhões de dólares (só em IVA), contra 3,4 porcento dos megaprojectos”.

“A contribuição em IVA do sector da agricultura no horizonte temporal de 2006 a 2011 representou, em média anual, apenas cinco porcento do universo das receitas anuais arrecadadas”, referiu Rosário Fernandes, realçando que as cinco áreas mais contributivas, nesse período, foram as de culturas de rendimento, nomeadamente o tabaco, sisal, oleaginosas e algodão.

Fonte: Notícias  / http://www.clubofmozambique.com/2012-03-07

Celeridade no desembaraço de bens: Janela Única abre-se na Beira e Nacala

Os portos da Beira e de Nacala serão os próximos a receber a Janela única electrónica (JUE), um instrumento concebido para imprimir maior celeridade ao processo de desembaraço aduaneiro de mercadorias. Lançada recentemente no Porto do Maputo, a JUE é tida como um projecto inovador que contribui para a redução dos custos de desalfandegamento, bem como do volume de papéis envolvidos no processo.

Fontes da Autoridade Tributária de Moçambique (AT) garantiram que para a concretização do projecto de expansão do novo dispositivo estão em curso preparativos para a instalação dos equipamentos necessários nos dois portos.

Na Beira, sobretudo, já foram reabilitadas as instalações onde vão funcionar a sede da unidade, enquanto se procede à instalação de equipamentos de comunicação. Em Nacala já foi feito o levantamento das necessidades, mas a ideia, segundo soubemos, é que não se leve tanto tempo, como aconteceu no projecto do Maputo.

Acredita-se que funcionando em pleno, a Janela Única Electrónica pode contribuir para a redução do tempo de desembaraço aduaneiro de 48 para 24 horas ou menos.

A gestão do projecto está a cargo da MCNet, uma sociedade de direito privado, que congrega a participação de capitais mistos, sendo o consórcio SGS/Escopil detentor de 60 porcento das acções, a CTA com 20 porcento e o Estado moçambicano com os restantes 20 porcento.

Falando há dias durante uma reunião do Fórum sobre a JUE, Rosário Fernandes destacou a importância da Janela Única e, sobretudo, o sector das Alfândegas, considerando que para um universo de mais de 95 mil milhões de meticais de arrecadação fiscal prevista no Orçamento do Estado para este ano, o sector aduaneiro representa 36 porcento, o equivalente à previsão da colecta anual de mais de 35 mil milhões de meticais, ou seja, mais de um terço da carteira global de arrecadação do país.

O ritmo de crescimento médio anual face ao Produto Interno Bruto (PIB) dos impostos sobre os bens e serviços (em que se incluem os impostos aduaneiros) situa-se, ainda, em 8,6 porcento, contra mais de 14 porcento dos impostos sobre o rendimento.

Estas metas obrigam, segundo Rosário Fernandes, que a JUE gere efeito multiplicador de rápido impacto sobre a carteira fiscal e orçamental, esperando-se que alcance, no mínimo, um adicional de 30 porcento sobre o actual nível de arrecadação aduaneira.

Para Rosário Fernandes, a implementação da JUE exige que programas de formação e capacitação institucional, associados à expansão territorial do sistema, constituam pontos de aceleração, a curto e médio prazos.

Fonte: http://www.clubofmozambique.com2012-03-08

Moçambique perde 1,7 bilião de meticais entre Janeiro e Junho de 2011


As perdas registadas entre Janeiro e Junho de 2011 resultantes da não cobrança dos direitos aduaneiros e do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) sobre o comércio externo estão avaliadas em cerca de 1,7 bilião de meticais, de acordo com dados facultados pela Autoridade Tributária de Moçambique (AT).
As perdas resultam da aplicação do regime preferencial no âmbito da implementação, desde 2008, da Zona do Comércio Livre da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), segundo a mesma instituição que explica que o facto ocorreu na sequência da não cobrança dos direitos aduaneiros que seriam adicionados ao Valor Aduaneiro para o apuramento da matéria colectável para efeitos da determinação do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) a pagar na importação.
Assim, e segundo ainda a AT, o impacto fiscal total resultante das importações feitas ao abrigo do regime preferencial na SADC corresponde a cerca de 7,17% em relação à cobrança total em direitos aduaneiros, Imposto sobre o Consumo Específico (ICE) na Importação e IVA também na importação, acrescentando que o impacto da despesa fiscal sobre a receita total foi de 2,11%.
Daquele valor não cobrado em 2011, cerca de 1,4 bilião de meticais foi perdido em direitos aduaneiros, 17,11 milhões de meticais em Imposto sobre o Consumo Específico e 258,54 milhões de meticais em IVA, de acordo igualmente com a Autoridade Tributária de Moçambique enviado ao Correio da manhã por Gimo Jone, chefe da Divisão de Integração Regional daquela instituição.
Compensações & despachos
O documento destaca, entretanto, que para compensar as perdas fiscais resultantes do processo de implementação da Zona do Comércio Livre da SADC deverão ser realizadas acções de educação fiscal ao contribuinte, visando o alargamento da base tributária e o pagamento dos impostos e ainda a efectivação de mais campanhas de sensibilização e informação sobre vantagens competitivas inerentes ao uso do regime preferencial na importação e na exportação.
Entretanto, no seu Plano Económico e Social (PES) de 2012, o Governo rconhece que a implementação da Zona do Comércio Livre da SADC não tem influenciado os níveis de arrecadação da receita visto que os importadores não fazem o pleno uso das tarifas de comércio preferencial para as importações efectuadas na região, “dada a fraca adesão na obtenção dos certificados de origem”.
Entretanto, de Janeiro a Dezembro de 2011 o número total de despachos de importação de mercadorias provenientes da SADC e do resto do mundo foi de 138.860, dos quais 84.932 despachos são da SADC e destes pouco mais de 22.820 foram tramitados com Certificados de Origem, o que corresponde a cerca de 27% do total do volume de Despachos de Importação de mercadorias proveniente dos países da África Austral.

Fonte: http://www.verdade.co.mzSegunda, 12 Março 2012 13:06